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Sugestões em Estados Alterados de Consciência

Psicologia Positiva: o poder do otimismo
8 de maio de 2014

Sugestões em Estados Alterados de Consciência

Desde os tempos mais remotos, por meio dos xamãs da África e índios das Américas, o ser humano utiliza técnicas de sugestão a partir de estados alterados de consciência.

Segundo Joseph Murphy, em Liberte o poder do seu subconsciente, curandeiros em sociedades primitivas podiam curar por sortilégios; a pessoa era curada ao tocar os chamados ossos de santos ou qualquer outro objeto que a fizesse acreditar sinceramente naquele método ou processo. A esses resultados podemos atribuir a cura pela fé, placebo espiritual ou simplesmente sugestões em estados alterados de consciência.

No século XVIII, pessoas corriam em multidões para se consultar com o médico austríaco Frans Anton Mesmer. Em 1776, ele alegou realizar curas ao simplesmente passar ímãs artificiais em pessoas que padeciam de alguma enfermidade. Essa técnica fora aprendida com um padre chamado Maximilian Hell. Em seguida, Mesmer abandonou os ímãs e aprimorou a técnica de Hell, evoluindo para a teoria do magnetismo animal. Muitas curas foram realizadas por Mesmer. No entanto, a Academia de Ciências acreditava que tais efeitos eram causados pela imaginação dos pacientes.

James Braid, médico de Manchester, comprovou que a teoria de Mesmer não tinha relação com os fluídos magnéticos e sim com o estado de consciência alterado durante o qual tais fenômenos e resultados aconteciam.

Em 1842, James Braid cunhou o termo “hipnotismo” para se referir ao procedimento de indução ao estado hipnótico. Ele acreditou que o estado alterado de consciência se tratava de uma espécie de “sono artificial”, numa alusão a Hipnos, deus grego do sono. O próprio Braid reconheceu o equívoco, mas o termo hipnose já havia se consagrado sendo impossível corrigi-lo.

Desta forma, conceituamos hipnose como sendo um estado alterado de consciência ou estado de concentração ampliada quando a frequência das ondas cerebrais diminui e nos tornamos até 200 vezes mais sugestionáveis. O que poucas pessoas sabem é que estes estados alterados de consciência são uma condição natural do ser humano.

Pesquisas recentes apontam que um ser humano comum alcança o estado alfa, primeiro nível dos estados alterados de consciência, ao menos por 10 minutos a cada 1 hora.

Essa frequência pode ser medida por meio de um eletroencefalograma (EEG) que seriam literalmente “figuras elétricas da cabeça”. Essas figuras demonstram que os seres humanos apresentam ondas de frequência que variam entre quatro principais níveis, denominados estados beta, alfa, teta e delta. Recentemente foi descoberto um quinto nível, denominado frequência gama, que predomina em momentos de alto rendimento.

Como mencionado nos parágrafos anteriores, a diminuição da atividade cerebral é uma condição natural do ser humano. Acordamos e vamos dormir em alfa. Também diminuímos a atividade cerebral ao focar nossa atenção em alguma atividade específica, como na leitura de um livro, assistindo a um filme, novela ou ao futebol, assim como durante uma simples caminhada ao ar livre ou dirigindo de volta para casa.

Outras metodologias consagradas por seus resultados também utilizam destes fenômenos de atenção concentrada. Não obstante, o marketing tem a utilizado de forma indiscriminada para impregnar o subconsciente da população com um único objetivo: vender mais.

A boa notícia é que podemos alcançar estes estados de atividade cerebral diminuída por diversos caminhos diferentes, como a ioga, a meditação ou por meio da respiração controlada, como será explicado nos capítulos seguintes.

Segundo Bruce H. Lipton, os hipnoterapeutas conseguem fazer com que a atividade cerebral de seus pacientes atinja a frequência alfa, delta e teta por que essas faixas de baixa frequência permitem que eles entrem em um estado mental mais sugestionável e programável.

A Sugestopedia de Emile Coué

No início do século passado, Emile Coué, um farmacêutico de Nancy, desenvolveu a sugestopedia, a partir de fatos que o impressionaram com o poder que a sugestão, ou autossugestão, exercia sobre os indivíduos.

Coué afirmava inclusive, que não era necessário o emprego da hipnose para que a sugestão produzisse efeito. Mas o que talvez ele queira ter dito era que não precisava colocar o indivíduo em um transe profundo para que a sugestão fosse acatada pela mente, já que em estados de transe leve, em alpha, a mente já se abre para novas ideias e se torna, segundo estudos, até 200 vezes mais sugestionável.

Assim, Coué enunciou vários princípios e leis diversas que fundamentaram a aplicação e a sistematização do método da sugestão, que depois veio a chamar de autossugestão consciente. Eis alguns dos mais conhecidos e importantes princípios:

– Todo pensamento tende a se tornar uma realidade;

– A intensidade de uma emoção é diretamente proporcional à emoção que a acompanha;

– Não é a vontade a principal qualidade do homem, mas a sua imaginação;

– Em qualquer situação em que haja conflito entre a vontade e a imaginação, é sempre a ultima que prevalece; e

– A sugestão, ou autossugestão, gera a ideia que se transforma, subconscientemente, em ação.

Essas afirmativas vieram a confirmar estudos já realizados, bem como se tornar fundamento para estudos posteriores que demostraram que as experiências sensoriais e as alterações no estado mental de um indivíduo podem afetar a parte neuroquímica.

Coué ficou conhecido pelo seu mantra matinal diário em que repetia para si mesmo: todos os dias, sob todos os aspectos, vou cada vez melhor.

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