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Guia sobre o significado do coaching!

O processo de coaching no Brasil tomou uma dimensão inimaginável. O termo virou febre na internet, se popularizou no mercado de trabalho e, até mesmo, assumiu posição de destaque na vida pessoal dos brasileiros. Você já ouviu falar em coaching? Sabe o que significa? Confira abaixo alguns conceitos trabalhados por diferentes autores sobre o assunto para entender melhor do que se trata.

1 – Apontamentos sobre o Coaching

Coaching é um método que tem por objetivo aumentar a consciência e a responsabilidade do indivíduo, a partir do desenvolvimento de competências, habilidades e atitudes.

Segundo Idalberto Chiavenato, na obra Coaching e Mentoring – Contrução de Talestos, Ed. Elsevier – 2017, Coaching é um processo que produz novas competências e novos resultados. Ainda segundo o ilustre autor, para que se promova uma mudança externa, é preciso antes que se promova uma mudança interna.

Para a Association for Coaching, Coaching “É um processo sistemático colaborativo, focado na solução, orientado para resultados, em que o coach facilita a melhoria de desempenho de trabalho, da experiência de vida, do aprendizado auto direcionado e do crescimento pessoal do cliente.”

Andrea Lages e Joseph O’Connor acreditam que “Trata-se de uma metodologia de mudança destinada a ajudar as pessoas (e através delas, as empresas) a aprender, a desenvolver-se e a dar o melhor de si.”

2. A origem da ideia

Na década de 70, Timothy Gallway, desenvolveu a origem da ideia sobre o coaching. Segundo ele, “Há sempre um jogo interior acontecendo em sua mente, não importa de que jogo externo você esteja participando. O quão consciente você está disso pode fazer toda a diferença entre o sucesso e o fracasso no jogo externo.”

3. O jogo interior (Timothy Gallwey)

Como marco inicial da concepção mais moderna do Coaching, temos a publicação, em 1974, do livro The inner game of tennis, em que Timothy Gallwey, instrutor de tênis, descreveu que, dizer o que fazer, monitorar resultados, fornecer feedbacks e orientações aos seus jogadores era menos importante que desenvolver as habilidades psicológicas e emocionais destes.

Gallwey tornou a instrução de tênis um pouco menos dogmática e técnica, trabalhando o jogo interior dos jogadores. Como resultado dessa nova abordagem, quanto menos ele ensinava, mais os alunos aprendiam. Devido a sua forte influência budista, Gallwey argumentava que o tenista enfrenta dois adversários: um externo e outro interno.

O adversário externo é aquele do outro lado da rede, cuja função é extrair o que há de melhor em você. Sua função é derrotá-lo.

O adversário interior é aquele que, por conhecer todos os seus pontos fracos, torna-se traiçoeiro e, consequentemente, mais difícil de derrotar. Dentre as armas existentes no arsenal do adversário interior estão a autodúvida, a distração e o diálogo interno que sabotam os jogadores e os impedem de alcançar o mais alto nível de desempenho.

4. Diálogo interior: Self 1 e Self 2

Gallwey notou que, quando os tenistas erravam as jogadas, muitos deles falavam frases específicas do tipo: “errei novamente! ”, “como perdi essa bola?”. Ao questioná-los com quem estavam falando, a resposta era: “estou falando comigo mesmo”.

A partir disso, Gallwey despertou o interesse em entender quem era o “eu” e quem era o “Comigo mesmo”, conceituando de forma objetiva o “eu” como Self 1 e o “Comigo mesmo” como Self 2.

A partir desta perspectiva, temos o Self 1 como o tagarela, o que julga, o que crítica e aponta como as coisas deveriam ser. É perfeccionista e, via de regra, não está aberto à aprendizagem. Consciência voltada para o autojulgamento.

Por outro lado, o Self 2 é corajoso, não tem medo de errar; se cair levanta e continua, pois entende que o erro faz parte do processo de aprendizado. Aceita o erro como feedback, por compreender que não existe acerto e erro; existe acerto e aprendizado.

O jogo interior se desenvolve na mente do jogador e o adversário é ele mesmo. Nessa seara, o processo de Coaching surge com a intenção de desbloquear o potencial das pessoas para maximizar seu próprio desempenho, partindo do pressuposto de que todo ser humano tem uma capacidade de aprendizagem natural embutida.

Para Gallwey, o ser humano tem uma capacidade de aprendizagem natural embutida. Desta forma, o processo de Coaching surge com a intenção de desbloquear o potencial das pessoas para maximizar seu próprio desempenho. Segundo Tim, quanto menos ele ensinava, mais os alunos aprendiam.

As ideias de Gallwey casam com as de Sócrates, que defendia o mesmo ideal, há mais de dois mil anos, de que somos mais do que apenas recipientes vazios nos quais é preciso derramar tudo. Embora o reducionismo materialista tenha feito com que as ideias de Sócrates se perdessem no tempo, o Coaching traz em seu bojo a possibilidade de ressuscitar esse ideal que coincide com o surgimento de um modelo psicológico mais otimista da humanidade, em contradição àquela velha ideia comportamental de que somos apenas recipientes vazios nos quais é preciso derramar tudo.

5. Um olhar para o nosso interior

Quando aprendemos a olhar para nosso interior, encontramos nossas próprias respostas e descobrimos pontos positivos, bem como pontos de melhoria, a evolução vem sobretudo do conhecimento e exploração dos pontos de melhoria.

Em outras palavras, a essência do Coaching é a de que a evolução surge de dentro. Ou seja, nada se compara a motivação que vem de dentro.

Apenas duas coisas nos limitam: o alcance da visão e as crenças limitantes.

Assim, Coaching é uma interação criativa entre pessoas que inspira a criação de novos pensamentos e experiências, ampliando horizontes e conduzindo a mudanças.

Wagre Furtado

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