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A força da Inteligência Emocional

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A força da Inteligência Emocional

O cérebro trino

Foi o cientista Paul McLean que propôs a teoria do cérebro trino, ou triúnico, que explica os processos emocionais e suas mudanças ao longo da nossa evolução como espécie. Segundo essa teoria nosso cérebro é dividido em três estruturas básicas: os 3 cérebros.

O primeiro cérebro é o reptiliano, o mais primata. O segundo cérebro é o chamado sistema límbico, também conhecido como cérebro emocional – que governa as emoções – e o terceiro cérebro é o racional, o neocórtex ⎼ o sistema que controla sua razão e seu discernimento. Nessa ordem nosso cérebro foi evoluindo.

Quociente de Inteligência – QI

Em 1905, o psicólogo francês Alfred Binet desenvolveu um dos primeiros testes de quociente de inteligência. Em seguida, diversos pesquisadores tentaram fazer correlações entre o QI e as conquistas futuras dos indivíduos que se destacavam nestes testes. Mas para a surpresa destes pesquisadores, a inteligência mensurada não era garantia de sucesso na vida.

Inteligência emocional

Por que indivíduos prosperam na vida enquanto outros, de igual intelecto, não?

Pesquisas e mais pesquisas sugerem que ter inteligência emocional é a mais poderosa força que o ser humano pode usar para conseguir alcançar seus objetivos, quaisquer que sejam.

A primeira pessoa a apresentar o termo Inteligência Emocional foi Peter Salovey, atual presidente da universidade de Yale, onde atua como professor de epidemiologia e saúde pública.

Em seguida, Howard Gardner, psicólogo cognitivo e educacional ligado a Universidade de Harvard, desenvolveu a teoria das inteligências Múltiplas, dentre as quais, uma delas, era a inteligência emocional. No entanto, quem popularizou o termo inteligência emocional foi o psicólogo Daniel Goleman.

Não obstante, resta esclarecer que, décadas antes, Dale Carnigie, na obra Como fazer amigos e influenciar pessoas, trouxe conceitos de inteligência emocional, sem mencionar o termo, e os popularizou, antes que a psicologia acadêmica o estabelecesse.

Para Carnigie, é preciso melhorar a si mesmo para melhorar a única coisa que realmente pertence a você: a personalidade.

O sequestro da amigdala

Para Daniel Goleman, o sequestro da amígdala é um termo usado para explicar um tipo de reação emocional incontrolável. Para Goleman, o motivo de nos tornarmos irracionais tem a ver com a falta momentânea e imediata de controle emocional, por que a amígdala assume o comando do cérebro.

“As emoções negativas intensas consomem toda a atenção do indivíduo, impedindo qualquer tentativa de atender a outra coisa.”

– Daniel Goleman –

A amígdala é situada na parte interior do lóbulo temporal medial, que possuí a forma de uma amêndoa. Junto com o hipocampo, hipotálamo e o córtex, faz parte do conhecido como cérebro emocional ou sistema límbico.

O sistema límbico controla as respostas fisiológicas diante de determinados estímulos. Mas, é a amígdala a estrutura indispensável para a sobrevivência, porque a sua principal função é integrar as emoções com os padrões de resposta correspondentes a elas, seja a nível fisiológico ou comportamental.

A amígdala não apenas provoca uma reação emocional, mas permite a inibição de condutas, por causa do seu vínculo com o lóbulo frontal. A amígdala, que faz parte das estruturas mais primitivas do cérebro, rouba a ativação de outras áreas cerebrais, principalmente o córtex, dominando a conduta do sujeito e desligando a área que nos torna mais racionais, mais humanos.

Há milhares de anos, tomar uma decisão em milésimos de segundo era uma questão de sobrevivência. Quando caçávamos na selva e nos deparávamos com um leão ou búfalo, a amígdala desativava o resto das funções cerebrais porque não era hora de parar para pensar se aquele animal estava ou não faminto, era hora da resposta de luta/fuga.

Hoje, quando nos deparamos com um evento de estresse importante, mesmo que não ameace a nossa sobrevivência, como uma apresentação em público, a amígdala nos sequestra. Isto faz com que todo o nosso organismo se encha de adrenalina e cortisol, que alteram nosso corpo e provocam o sequestro emocional.

Uma das mais conhecidas formas de evitar esse sequestro é contar até dez. Esse simples recurso funciona porque quando a gente começa a contar, ativa o córtex, a parte frontal e lógica do cérebro que estava inibida durante o sequestro emocional.

Outra forma de evitar tal sequestro é focar na respiração de forma consciente. O foco na atenção nos coloca no momento presente. O que ativa o sistema nervoso parassimpático que inibe o sistema nervoso simpático, que é o que seria ativado durante a experiência do sequestro.

Segundo Daniel Goleman, em sua obra Inteligência Emocional, novas perspectivas, podemos, por meio da aplicação da inteligência emocional melhorar nossa vida de uma forma imensurável, pois, ao desaprender algumas emoções e aprender outras, ganhamos controle sobre nossas vidas. O autor ainda nos lembra que emoções são hábitos, e hábitos podem ser criados.

 

 

 

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